O atleta brasileiro Rafael Campos foi o vencedor da primeira edição do Between 2 Continents, Between 2 Oceans, corrida de aventura individual que foi realizada na Costa Rica entre os dias 11 e 16 de abril. Para Rafael, a prova teve nível técnico alto e a navegação à noite foi bem difícil, o que ocasionou a desistência de alguns atletas e o atraso de outros na passagem do horário de corte. Outro desafio foi o terreno, com muito desnível e bastante exigente fisicamente.
Além do vento e das ondas logo após a largada, Rafael teve que enfrentar outro problema. "No começo do remo, além do vento contra (na região tem instaladas helíces para produção de energia eólica), depois de percorridos 5 quilômetros quebrou uma das pás do remo", disse Campos, que continuou remando com apenas uma das pás até o final da seção.
Durante o primeiro dia de corrida Rafael Campos (BR), Paul Romero (EUA) e Franklin Chavarria (CR) estiveram próximos uns dos outros, trocando constantemente de posição. Paul Romero foi quem mais arriscou durante a corrida e optou por fazer portagens e rotas diferentes.
Além da navegação complicada os atletas tiveram que enfrentar a dificuldade de não saber quando a prova terminava. Como recebiam as coordenadas no decorrer da prova, não sabiam o que vinha pela frente e quando estariam na última etapa da prova até chegar no PC anterior à chegada.
"A navegação difícil fez com que as estimativas dessem errado. Tinha trechos que ficava 'batendo cabeça' e achando que todo mundo tinha passado, mas quando chegava no PC a classificação não tinha mudado", disse Campos.
Rafael começou a se distanciar dos adversários a partir do PC13, na subida do Cerro Pelado, uma escalada em rocha durante a madrugada. Com a escuridão e o sono, o atleta perdeu 2 horas até chegar no posto de controle. Paul Romero optou por fazer um caminho diferente e chegou 10 minutos atrás. Quando chegou na ascensão, quase no final da corrida, Rafael tinham vantagem de 1 hora em relação ao segundo colocado.
Foram aproximadamente 2 dias e 6 horas de corrida até a linha de chegada. Para Rafael a principal dificuldade da corrida solo acontece durante a noite, quando o controle do sono fica mais difícil e não existe a ajuda dos companheiros de equipe para mantê-lo acordado. A vantagem é poder escolher rotas alternativas que dificilmente a equipe toda concordaria em seguir.
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